Essa história começa no ano de 1986, quando a Ordem dos Agostinianos Recoletos iniciou o trabalho de evangelização na Barra da Tijuca. E alguns anos mais tarde quando adquiriu o terreno da futura Igreja Matriz da Paróquia e passou a desenvolver os primeiros anteprojetos. Foram quase trinta anos de amadurecimento até que o sonho ganhasse forma definitiva.
A necessidade era evidente. A região vivia uma expansão imobiliária acelerada, que traria centenas de novas famílias ao território paroquial. Em 19 de dezembro de 2021, numa manhã de chuva sobre um terreno enlameado, o Cardeal Orani João Tempesta celebrou a primeira Missa e abençoou a cruz de concreto cravada junto ao passeio, no eixo da Avenida das Américas. Cruz essa que passou a fazer parte do projeto arquitetônico contando parte da história de construção da Igreja. Esse era o anúncio público de que naquele momento se iniciava a construção da nova matriz da Paróquia Santo Agostinho.
Deste momento em diante o que se seguiu foram cerca de 30 meses de obra de complexidade incomum. A arquitetura do complexo trouxe consigo desafios para sua execução. Entre fôrmas e escoramentos, cerca de 200 toneladas de equipamentos especializados, incluindo escoras de alta capacidade para garantir a estabilidade da estrutura, foram necessárias para construir a estrutura.
A contemporaneidade da obra, porém, não parou na engenharia. A fachada foi revestida com placas de Corian importadas e fundidas sob encomenda considerada a primeira fachada do gênero em um empreendimento no hemisfério sul.
Durante os primeiros anos de obra, uma Capela provisória funcionou no próprio terreno, com missa diária onde os fiéis participavam dos Sacramentos e podiam também acompanhar, de perto, cada laje concretada. Desde antes mesmo do lançamento da pedra fundamental, os fiéis já se reuniam no local todos os dias 22, às 6h da manhã, para rezar o terço no canteiro.
O complexo se distribui em quatro áreas sobre o lote de aproximadamente 9.000 m²:
Setor Templo: Além do primeiro andar do Templo, conta também com um mezanino com capacidade para até 850 fiéis sentados, além de um subsolo com cripta, columbários e auditório.
Centro de Pastoral: Abriga onze amplas salas de catequese, destinadas à evangelização de crianças, jovens e adultos e ao trabalho pastoral.
Centro Social: Aqui é onde se manifesta a tradição missionária da nossa Ordem, com espaços para atuação social com uma policlínica com nove consultórios para atendimento popular, pediatria, clínica geral e odontologia, entre outras especialidades —, além de espaços para a Oficina Santa Rita, de costura, e o “Macarrão com Salsicha”, que distribui semanalmente milhares de quentinhas à população em situação de rua no Centro do Rio.
Área de Convivência. Paisagismo com caminhos de peregrinação, via-sacra, anfiteatro e espaço para crianças. Dois jardins temáticos organizam a experiência espiritual: o “Toma e Lê”, que evoca a conversão de Santo Agostinho, e o jardim dedicado à vida de Santa Rita, com uma réplica do poço original de Cássia, de onde a santa tirava a água com que regava o ramo seco que se tornou videira, e um jardim de rosas.
O complexo conta ainda com um subsolo e 182 vagas de estacionamento, uma Cruz imponente com 16m de altura na fachada do Templo, uma réplica de 200m2 do mosteiro onde viveu Santa Rita em Cássia,
Na noite de 1º de fevereiro de 2025, foi celebrada a Missa presidida pelo prior provincial Frei Javier Tello oficializando o início das atividades pastorais na nova Matriz. Um ano e meio de missas diárias, catequese, casamentos, batizados e obras sociais. É chegado o momento mais solene de todos: a Dedicação do Templo, marcada para 25 de julho de 2026, quando o Altar será ungido e a igreja consagrada definitivamente ao culto divino pelo Arcebispo Metropolitano.
Uma obra fruto da coragem e do planejamento, que nasceu de um sonho dos nossos Frades há mais de trinta anos, enfrentou muitos desafios e que agora será em definitivo dedicada ao Senhor, para que muitos possam vir encontra-Lo.

