A Fraternidade Secular Agostiniano-Recoleta (FSAR) viveu, durante o mês de outubro, dois acontecimentos significativos no Vicariato da Argentina. As comunidades de Rosário e Santa Fé celebraram novas incorporações, fruto de processos de acompanhamento e discernimento.
Em Rosário, a fraternidade secular retomou sua atividade sob a invocação de Santa Rita de Cássia. Em Santa Fé, 18 membros das comunidades Maria Mãe de Deus e Santa Clara da Cruz de Montefalco fizeram suas promessas de vida evangélica agostiniano-recoleta.
Ambas as celebrações, vinculadas às memórias de santo Tomás de Vilanova e santa Madalena de Nagasaki, expressam a continuidade do carisma agostiniano-recoleta entre os leigos e seu compromisso com a vida comunitária.
Rosário: uma fraternidade que volta a caminhar
No dia 10 de outubro, na cidade de Rosário, a Fraternidade Secular Agostiniano-Recoleta iniciou uma nova etapa após um processo de acompanhamento e preparação realizado pelos religiosos da comunidade e pelo Conselho Nacional da FSAR.
A fraternidade, que leva o nome de Santa Rita, recupera assim sua presença na cidade e oferece a seus integrantes um espaço para aprofundar a espiritualidade agostiniana a partir de sua vocação laical.
A celebração aconteceu na paróquia Nossa Senhora de Luján, onde os novos membros assumiram seu compromisso de viver o Evangelho seguindo o exemplo de santo Agostinho.
Uma das pessoas que fez suas promessas expressou o significado desta decisão:
“Pertencer à FSAR me convida a parar, a olhar para mim e a construir caminhos de união com os outros.”
Para os novos membros, a incorporação à fraternidade supõe assumir um compromisso com a vida interior, a comunhão fraterna e o serviço apostólico.

Santa Fé: das GAR à Fraternidade Secular
No dia 20 de outubro, festa de santa Madalena de Nagasaki, 18 pessoas fizeram suas promessas de vida evangélica agostiniano-recoleta na cidade de Santa Fé.
Os novos membros pertencem às comunidades Maria Mãe de Deus e Santa Clara da Cruz de Montefalco, ambas com suas origens nos Jovens Agostinianos Recoletos (GAR).
A celebração concluiu um processo de aproximadamente dois anos de preparação e discernimento, acompanhado por religiosos e membros da Fraternidade Secular.
Este passo representa uma continuidade no caminho de fé daqueles que, depois de participar das comunidades juvenis, descobrem uma nova forma de viver o carisma agostiniano-recoleta.
Pancho Lostia, um dos novos membros de Santa Fé, reconhece que, anos atrás, não imaginava fazer parte da fraternidade.
“Era um passo apenas para gente mais velha, não o víamos como algo próximo”, recorda.
No entanto, o acompanhamento recebido lhe permitiu descobrir o sentido desta vocação laical e considerar um compromisso mais profundo com a espiritualidade agostiniana.
“A preparação que nos deram foi perfeita para um discernimento efetivo sobre o que cada um quer”, explica.
Sua experiência evidencia a importância do acompanhamento pessoal e comunitário para que os jovens possam continuar seu caminho de fé para além das etapas próprias da pastoral juvenil.

Um mesmo carisma, diferentes caminhos de vocação
As celebrações de Rosário e Santa Fé mostram duas expressões de uma mesma realidade: a participação dos leigos na espiritualidade e missão da família agostiniano-recoleta.
A Fraternidade Secular oferece a seus membros um caminho para viver o Evangelho a partir da interioridade, da vida fraterna e do compromisso apostólico, seguindo a inspiração de santo Agostinho.
No caso de Santa Fé, a incorporação de pessoas provenientes das GAR também destaca a importância de oferecer processos de continuidade e acompanhamento que permitam aprofundar a vocação cristã ao longo das diferentes etapas da vida.
Para Pancho Lostia, este novo compromisso não significa ter chegado ao fim de uma busca, mas continuá-la a partir de um pertencimento mais consciente à família agostiniano-recoleta.
“Amamos e seguimos em busca constante como nosso Pai Santo Agostinho.”
Com estas novas incorporações, as comunidades de Rosário e Santa Fé continuam fortalecendo a presença da Fraternidade Secular na Argentina e sua participação na missão compartilhada da Ordem.






