Seis noviços da Província de São Ezequiel Moreno emitem sua profissão simples como Agostinhos Recoletos, nas mãos de Frei Bernard C. Amparado, Prior Provincial da Província São Ezequiel Moreno, no Noviciado São Ezequiel Moreno, em Antipolo City (Filipinas). Durante a celebração emitiram publicamente os votos de pobreza, castidade e obediência, dando um novo passo em seu caminho de seguimento de Cristo segundo o carisma Agostinho Recoleto.
Os novos professos são frei Bonnie R. De Guzman, frei John Reynan C. Rosie, frei Christian Joseph T. Codilla, frei Roque James G. Sabas, frei Jiego Louis H. Bautista e frei Sean Cass L. Alvarez.
“A profissão simples marca o começo de um caminho de fidelidade”
Na homilia, o prior provincial da Província de São Ezequiel Moreno, frei Bernard C. Amparado, OAR, convidou os seis novos professos a contemplar a profissão religiosa não como uma meta alcançada, mas como o início de um caminho que deverá renovar-se cada dia.
“É simples não porque lhe falte brilho ou importância, mas porque marca o começo de um caminho de fidelidade para toda a vida”, explicou. “É um ‘sim’ humilde, mas corajoso, que deverá renovar-se a cada manhã, fortalecer-se nos momentos de alegria e ser posto à prova nos tempos de dificuldade.”
O religioso recordou que, embora na linguagem da Igreja se fale de “profissão simples”, na realidade não há nada de simples na vida consagrada. Pelo contrário, trata-se do fundamento sobre o qual começa uma configuração progressiva com Jesus Cristo.
Mais que um conjunto de promessas, afirmou, a profissão religiosa é antes de tudo uma relação com Cristo. “Sim, fazemos promessas a Deus, mas, sobretudo, aprofundamos nossa relação com Ele. O religioso permite que Deus o abrace com seu amor fiel.”
Dessa relação nascem os votos de pobreza, castidade e obediência, que definiu como “sinais de um coração que descobriu um tesouro maior que tudo o que o mundo pode oferecer”. A pobreza proclama que Cristo é a verdadeira riqueza; a castidade manifesta um amor aberto e universal, capaz de acolher a todos; e a obediência expressa o desejo de fazer sua a oração de Jesus: “Não se faça a minha vontade, mas a tua.”
“Não olhem para a sua fraqueza; olhem para o Crucificado”
Dirigindo-se diretamente aos seis novos professos, frei Bernard recordou-lhes que a vocação não se sustenta pelas próprias capacidades, mas pela graça de Deus.
“Haverá dias de aridez, momentos de dúvida e perguntas difíceis. Mas Aquele que os chamou permanece sempre fiel. Deus não lhes pede perfeição, mas perseverança, humildade e um coração que sempre volte a Ele.”
Também lhes recordou que ingressam em uma comunidade formada por pessoas frágeis, não por santos perfeitos. No entanto, assegurou que precisamente aí, sustentados pela graça, os religiosos aprendem a levantar-se depois de cada queda e a caminhar juntos rumo à santidade.
Em um dos momentos mais significativos da homilia, o prior provincial convidou-os a não fixar-se em suas próprias limitações ao aproximar-se do altar para assinar seus votos.
“Não olhem para a sua fraqueza. Como Pedro, quando quis aproximar-se do Senhor confiando unicamente em suas próprias forças, começou a afundar. Mantenham os olhos fixos no Crucificado e na Eucaristia. O mesmo Cristo que os chamou será quem os sustentará desde hoje e durante toda a sua vida.”
Finalmente, recordou que a profissão temporal constitui um tempo para aprofundar na vocação e enamorar-se cada vez mais dela, antes de animar familiares, amigos e toda a Família Agostiniana Recoleta a continuar acompanhando com a oração aqueles que responderam ao chamado de Deus, porque “nenhuma vocação se vive sozinha”.
“Não porque sejamos dignos, mas por sua infinita misericórdia”
Em nome dos seis novos professos, frei Bonnie R. De Guzman dirigiu algumas palavras de agradecimento. A frase que articulou todo seu discurso foi uma constante profissão de fé:
“Não porque sejamos dignos, mas por sua infinita misericórdia e compaixão.”
O neoprofesso explicou que a profissão religiosa não pode entender-se como uma graduação ou um prêmio, mas como o início de um caminho de entrega que deverá renovar-se durante toda a vida.
“Não existe uma graduação quando se trata da profissão religiosa”, afirmou. “Mais do que nos felicitar dizendo ‘Feliz graduação’, talvez a melhor felicitação seja: ‘Persevere em sua vocação’.”
Recordou que amar a Deus e ao próximo, primeira ensinança de santo Agostinho, é uma tarefa exigente: renunciar às riquezas pelo Reino, deixar de lado os próprios interesses pelo bem comum e aprender a obedecer inclusive em meio ao medo. No entanto, assinalou que o mesmo santo Agostinho oferece o caminho para torná-lo possível: começar tudo desde o amor e sustentá-lo sempre com a oração.
Um pedido a toda a Família Agostinho Recoleta
O momento mais emotivo chegou ao final de sua intervenção, quando, em nome dos seis novos religiosos, dirigiu um pedido a toda a Família Agostinho Recoleta e àqueles que acompanham sua vocação.
“Depois desta celebração, pedimos que continuem rezando por nós. Que Deus nos conceda a graça da fidelidade, da perseverança e da constância na vocação que escolhemos amar.”
Encomendou este caminho à intercessão de Santo Agostinho, de São José — protetor da Ordem —, de Nossa Senhora do Caminho, padroeira do noviciado, de Santo Ezequiel Moreno e de todos os santos Agostinianos Recoletos, para que cada dia possam recordar que sua vocação não nasce de seus próprios méritos, mas da “infinita misericórdia, compaixão e amor de Deus”.
A celebração concluiu com uma ação de graças compartilhada junto às famílias, formadores, religiosos, religiosas, benfeitores e membros da Família Agostinho Recoleta, que acompanharam este novo passo vocacional com a oração e a alegria.
Com estes primeiros votos, os seis jovens iniciam oficialmente uma nova etapa de formação e consagração, respondendo ao chamado de Deus para viver “com um só coração e uma só alma dirigidos para Deus”, como propõe Santo Agostinho.




































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