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Uma Horta Comunitária, novo espaço educativo e terapêutico no Lar Santa Mônica

A UNESCO e outros apoiadores tem proporcionado não apenas esta estrutura física, mas principalmente uma nova oportunidade educativa, de crescimento, aprendizagem e fortalecimento de vínculos e do trabalho em equipe.
Horta comunitária. Lar Santa Mônica. Agostinianos Recordam. Fortaleza, Brasil, 2026.

Em um espaço onde diariamente são cultivados sonhos, recomeços e novas oportunidades de vida, com o apoio da UNESCO e a colaboração de parceiros comprometidos o Lar Santa Mônica concluiu com sucesso a implantação nas suas instalações do projeto de uma nova horta comunitária.

É simples em sua estrutura: uma série de canteiros prontos para receber o plantio de sementes. Porém, as circunstâncias próprias do aprendizado e a situação especial das beneficiárias do Lar Santa Mônica, fazem que essa simplicidade adquira novos significados mais profundos.

Às crianças e adolescentes acolhidas no Lar Santa Mônica procedem de contextos sociais onde sofreram abuso, abandono, violência, qualquer tipo de ataque dos seus direitos ou grave risco de sofrer. As autoridades competentes nesse caso têm decidido o ingresso delas no Lar para superar esses graves problemas.

A horta proporciona às beneficiárias uma experiência concreta de cuidado, responsabilidade, convivência e esperança. Tudo é feito de forma participativa, desde a preparação da terra e das sementes até o momento do plantio, transformando a atividade em uma ação educativa e terapêutica.

Acompanhadas pela equipe técnica e educadores, as beneficiárias colocam as mãos na terra, preparam os canteiros, organizam os insumos e escolhem as sementes que se transformarão em alimentos saudáveis. Entre regadores, enxadas, sorrisos e muita dedicação, cada participante experimenta a alegria de construir com as próprias mãos algo coletivo e duradouro.

Na horta podem se compreender os ciclos da natureza, desenvolver hábitos alimentares saudáveis e fortalecer valores como paciência, perseverança e cooperação. Afinal, cuidar de uma planta exige responsabilidade e atenção diária, respeito aos tempos de crescimento e maturidade, assim como confiança de que o esforço de hoje produzirá frutos amanhã.

Para muitas das acolhidas, que carregam histórias marcadas por situações de violência, abandono ou vulnerabilidade, o contato com a terra e com o cultivo da vida possui uma dimensão simbólica. As sementes lançadas ao solo precisam de cuidado para germinar; e, do mesmo jeito, cada beneficiária do Lar Santa Mônica sabe que a instituição é seu próprio canteiro, esse ambiente de proteção, afeto e novas oportunidades para reconstruir sua vida e seu futuro e nascer para uma vida diferente e digna.

Para a instituição, a horta permite criar novas atividades socioeducativas, oficinas de educação ambiental e ações voltadas à promoção da segurança alimentar. Ao longo do ano, os canteiros receberão diferentes culturas, e as participantes terão como objetivo acompanhar todas as fases do desenvolvimento das plantas, desde a semeadura até a colheita.

Os canteiros da horta indicam dia a dia que é possível cultivar esperança onde antes havia dor, fazer nascer sonhos onde havia incertezas e recolher futuro onde alguém decidiu acreditar. As beneficiárias, especialmente, recolherão autonomia, conhecimento, autoestima e esperança.

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