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Luís Cabello, formador do clero filipino e dos primeiros religiosos da Província de São Tomás de Villanova

Falecido em 31 de janeiro de 1926, há um século, ele foi um promotor da maturidade da Igreja nas Filipinas e um dos primeiros formadores da Província de São Tomás de Villanova. Vítima da violência, da repressão e das dificuldades sofridas por religiosos e religiosas durante a Revolução Filipina, ele deu um rosto humano a esses sofrimentos.
LuisCabello

Madri é o berço do agostiniano recoleto Luís Cabello. Ele nasceu na capital espanhola em 26 de agosto de 1858, filho de Pedro Cabello e Francisca Francés. Logo depois, aos 16 anos, ingressou no noviciado dos Agostinianos Recoletos e, um ano mais tarde, em 13 de setembro de 1875, fez sua profissão e se juntou à Ordem religiosa.

Ele era bacharel em Artes e estudou a carreira eclesiástica nos três colégios que a Província de São Nicolau de Tolentino dos Agostinianos Recoletos mantinha na Espanha naquela época: Monteagudo e Marcilla, em Navarra, e San Millán de la Cogolla, em La Rioja.

Em 1º de outubro de 1881, ele embarcou em Barcelona para a missão de sua Província religiosa nas Filipinas, assim como a grande maioria dos religiosos Recoletos daquela época, que haviam assumido sua missão vital nas Filipinas desde a sua formação inicial.

Aos 24 anos, em 21 de junho de 1882, foi ordenado sacerdote em Manila. No dia anterior, já sabia qual seria sua próxima missão: o seminário diocesano de Vigan, cidade localizada na costa oeste da grande ilha de Luzon, na região de Iliocos Sur. Lá, colaboraria na formação do clero diocesano, orientando vocações locais. No dia 24, desembarcou no porto de Solamague para iniciar sua nova tarefa.

Foram treze anos, equivalente a todo o período em que os Agostinianos Recoletos estiveram à frente da direção e do ensino no seminário de Vigan, até maio de 1895. Foram anos de grande dedicação, de apoio incondicional à Igreja local, à qual ajudaram a crescer e a adquirir um vigor e uma força que perduram até hoje.

Devido ao seu conhecimento do dialeto ilocano, após concluir seus estudos no seminário, foi enviado como pároco para San Antonio (Zambales), onde permaneceu até 1898, ano em que foi preso pelo Exército dos Estados Unidos e mantido em cativeiro pelos rebeldes durante a Revolução Filipina.

Libertado em 26 de novembro de 1899, em 15 de março do ano seguinte iniciou seu retorno à Espanha, mas com a saúde completamente debilitada. Assim, com uma permissão especial, viveu por sete anos com sua família em Madri, até se recuperar física e emocionalmente do trauma.

Em 1907, Luís voltou a integrar a comunidade na recém-formada Província de São Tomás de Villanova. Passou um tempo na comunidade de Sigüenza (Guadalajara) antes de se tornar um dos primeiros formadores dos novos religiosos daquela Província, nas casas de formação recém-inauguradas de Berlanga de Duero (Soria) e Villaviciosa de Odón (Madrid).

Com a saúde já debilitada pela idade, passou seus últimos dias na comunidade de Lucena (Córdoba), onde faleceu em 31 de janeiro de 1926.

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