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Como construir juntos um ambiente livre de todo tipo de assédio

A Polícia Nacional visitou o Colégio Santo Agostinho dos Agostinianos Recoletos em Valladolid (Espanha) para uma sessão sobre bullying e cyberbullying com alunos entre 12 e 13 anos, que reconheceram o pior inimigo das vítimas: o silêncio.
Contra assédio. Colégio Santo Agostinho. Agostinianos Recoletos. Valladolid, Espanha.

A Espanha possui um Plano Diretor para a Coexistência e Melhoria da Segurança nos Centros Educacionais e seus Arredores, que aborda os riscos da internet, bullying e cyberbullying, violência de gênero, gangues juvenis e dependência química (drogas e álcool).

A Polícia Nacional conta com pessoal especializado que adapta o treinamento às necessidades reais e a situações específicas. Dessa forma, os alunos adquirem ferramentas para se protegerem, avaliarem melhor as pessoas ao seu redor em ambientes físicos e virtuais e identificarem adultos dispostos a ouvi-los e apoiá-los.

Eles também são incentivados a não permanecerem em silêncio quando presenciarem assédio ou agressão, a se manifestarem e ouvirem familiares e professores, a estarem atentos às dependências e aos riscos à saúde física e mental decorrentes de drogas, álcool ou jogos de azar, a saberem como resistir à pressão de grupos violentos que os arrastam para a prática de crimes, a sempre criarem relacionamentos saudáveis e confiáveis e a estabelecerem espaços seguros, sem violência, onde todos sejam tratados com dignidade.

Em relação à internet, recomenda-se que não confiem em desconhecidos, que se certifiquem da identidade da pessoa ‘no outro lado’, que não compartilhem informações privadas ou imagens íntimas, que protejam suas senhas e dados, que não participem de atos criminosos, que não se encontrem pessoalmente e muito menos que organizem longas ausências de casa com pessoas que conhecem apenas virtualmente.

Eles também aprendem sobre diversidade e tolerância, igualdade e tratamento digno, formas de discriminação e desumanização, segurança no trânsito, cuidado com o meio ambiente, reciclagem, consumo responsável… É uma abordagem completamente interdisciplinar. Os professores também são treinados para identificar situações de risco e reconhecer quando um menor é vítima de um crime.

O treinamento foi conduzido pela Unidade de Participação Cidadã da Polícia Nacional, que possui o melhor entendimento dos problemas e preocupações do ambiente social imediato. Seu representante está sempre em contato com diversos grupos, e seu encontro com os alunos foi profissional, acessível e muito esclarecedor.

Ele abordou o bullying de forma abrangente, destacando suas consequências legais, a dinâmica e as emoções que provoca, e qual é o seu maior inimigo: “O silêncio é o melhor aliado do agressor. Quebrar esse silêncio é o primeiro passo, e o mais corajoso, para resolver o problema.”

Os alunos aprenderam a identificar comportamentos de bullying e cyberbullying, a diferenciar entre conflitos ocasionais e bullying sistemático; e descobriram como o grupo tem o poder de acabar com o bullying, apoiando a vítima e denunciando-o pelos canais apropriados.

A resposta dos alunos foi muito positiva; eles participaram ativamente e demonstraram seu compromisso em construir, juntos, uma escola livre de bullying.

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