Ciudad Cuauhtémoc é um município da zona central do Estado mexicano de Chihuahua, a 105 quilômetros ao sul da capital estatal. Considera-se que é a porta de entrada para a Serra Tarahumara, a Terra das Três Culturas (rarámuri, menonita e mestiça) e a região mais produtiva de maçã da América Latina. A maçã é o pilar econômico desta região, junto com a agroindústria láctea, mas também há fábricas especializadas em isolamentos térmicos.
O clima é semiárido morno-frio, situado em uma transição entre a meseta e a Sierra Madre Ocidental, com uma altitude média de 2.060 metros sobre o nível do mar. A temperatura varia de -2°C a 29°C, com um regime de chuvas deficitário (precipitação média anual de 450 mm). Julho, agosto e setembro são os meses com mais chuvas.
É o terceiro município mais populoso do Estado, com cerca de 140.000 habitantes, apenas por trás de Ciudad Juárez e Chihuahua. A cidade foi desenvolvida pelo assentamento das menonitas, que por ser uma estação de trem estabeleceram aqui o local de intercâmbio comercial para suas comunidades. Em 1948 alcançou o rango da cidade.
Em 1964, o Bairro General Francisco Villa, ao norte da cidade, começou a tomar forma. Um espaço ficou reservado para um santuário para São Martim de Porres, “frei Vassoura”, promovido por um grupo de fiéis com atividades para arrecadar fundos, que levantaram o primeiro templo e doaram a imagem do santo padroeiro.
Com o passo do tempo este templo era o que mais fiéis atendia dentro da Paróquia de Santo Antônio. Além disso, por sua situação geográfica, ele recebeu a maior parte das exéquias da cidade, por sua cercania com as funerárias. Assim, a sede municipal foi dividida em 1995 em três paróquias: Cristo Rei, Santo Antônio e São Martim de Porres.
Coincidiu esta reestruturação paroquial com a diocesana: a Prelazia de Madera, em 17 de novembro de 1995, em virtude da bula Cum praelatura de são João Paulo II, foi ampliada para incluir parte do território da Arquidiocese de Chihuahua e foi elevada a Diocese com dupla sede: Madera e Cuauhtémoc.
Antes disso, em 6 de novembro de 1995, o arcebispo de Chihuahua, José Fernández Arteaga, às 7 da tarde, criou a Paróquia de São Martim de Porres na presença do vigário da Província de São Nicolau de Tolentino da Ordem dos Agostinianos Recoletos para México e Costa Rica, José Félix Echarri. Esta Ordem teria a tarefa de atender a nova paróquia.
Tinha por então 39.000 habitantes, os 77% deles católicos. Além disso, a igreja matriz contava com cinco igrejas mais dentro da zona urbana e três nas localidades rurais de Santa Lucía, Barraganes, Ciénega de Castillo. O Señor de los Guerreros e os três vilarejos se converteram em quase-paróquia em 2017; e o setor de São Francisco e de Nossa Senhora da Consolação também foi separado da Paróquia em 2020.
Nestes 30 anos, todos os templos foram remodelados e um edifício novo de escritórios, salas de catequese e auditório foi construído. Em 2012 a igreja matriz foi construída de nova planta, inaugurada no ano seguinte.
Sete Agostinianos Recoletos foram os párocos em São Martim de Porres desde sua fundação: Carlos Abajos, Germán Sanz, Rafael Castillo, Antonio Franco, Jesús María Rodríguez, Honorio Calvo e Gustavo Camarena.
De 3 a 6 de novembro foram as celebrações deste 30º aniversário. Coincidindo com a festa litúrgica do padroeiro, no dia 3 houve uma Eucaristia Solene às 7 da tarde presidida pelo bispo, Jesús Omar Alemán, seguido de um ato no salão paroquial onde enviaram os parabéns por videoconferência alguns dos recoletos que compartilharam vida e missão em Cuauhtémoc.
No dia 5 de novembro foi celebrada uma procissão jubilar pelos 30 anos e o Jubileu 2025 Peregrinos de Esperanza. Saiu da Paróquia às cinco da tarde e foi à Catedral de Santo Antônio de Pádua para a Eucaristia às 19 horas.
E no dia 6 de novembro, aniversário da Paróquia, foi celebrada uma Hora Santa Paroquial em ação de graças, na igreja matriz.






























