O Prior Geral, frei Miguel Ángel Hernández Domínguez, e o Prior provincial da Província de Santo Tomás de Villanueva, frei Simón Puertas, compartilharam um intenso diálogo com os participantes do Curso de preparação imediata para a Profissão Solene, convidando-os a viver uma vocação marcada pela oração, pela fraternidade, pela humildade e pelo serviço.















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Os participantes do Curso de preparação imediata para a Profissão Solene viveram na terça-feira, 28 de julho, um dos momentos mais significativos de seu itinerário formativo com o encontro realizado junto ao Prior Geral da Ordem dos Agostinianos Recoletos, frei Miguel Ángel Hernández Domínguez, e ao Prior provincial da Província de Santo Tomás de Villanueva, frei Simón Puertas. Durante o diálogo, ambos os religiosos ofereceram-lhes uma profunda reflexão sobre o sentido da vocação, a vida fraterna e a responsabilidade daqueles que são chamados a assumir o compromisso definitivo da vida consagrada.
A conversa foi marcada por um convite constante a construir o futuro da Ordem a partir da própria conversão pessoal. Longe de propor ideais inalcançáveis, ambos insistiram na necessidade de viver uma vocação realista, humilde e profundamente enraizada em Cristo.
“A Ordem muda se nossos corações mudarem”
Um dos momentos centrais do encontro ocorreu quando o Prior geral convidou os futuros professos a deixarem de ser espectadores para se tornarem protagonistas da vida da Ordem. “Sejam fogo que acende outros fogos”, disse-lhes, incentivando-os a assumir com esperança a missão que em breve receberão.
Frei Miguel Ángel exortou-os a olhar para a realidade sem idealizações. “Não amem uma Ordem imaginária”, afirmou, lembrando que toda comunidade é formada por pessoas com virtudes e fragilidades, mas é precisamente aí que Deus continua agindo. A renovação autêntica — explicou — não começa exigindo mudanças dos outros, mas deixando-se transformar pessoalmente.
“O que posso dar à Ordem?” foi a pergunta que propôs aos participantes. A partir dela, desenvolveu uma das ideias que estruturou todo o encontro: “A Ordem muda se nossos corações mudarem”. Também insistiu na importância de ouvir antes de falar, aprender com aqueles que percorreram o caminho antes e viver a humildade como condição indispensável para toda renovação verdadeira.
Além disso, incentivou os religiosos a deixarem-se acompanhar porque “ninguém amadurece sozinho”, evitando a busca de protagonismos ou responsabilidades por ambição pessoal e permanecendo sempre disponíveis para a missão onde quer que a Igreja e a Ordem precisem deles.
Frei Simón Puertas: renovar a partir da coerência e da comunhão
Em sua intervenção, frei Simón Puertas convidou os participantes a viver a responsabilidade com coragem, sendo capazes de impulsionar processos de renovação a partir da coerência pessoal e evitando as polarizações.
Seu chamado foi claro: questionar aquilo que deve melhorar, mas fazê-lo sempre a partir do diálogo, da comunhão e da busca sincera da verdade. Renovar a vida religiosa não significa romper com o passado, mas construir sobre ele com fidelidade, abertura e espírito fraterno.
A oração e a Eucaristia, o coração da vocação
O Prior Geral lembrou que nenhuma vocação pode se sustentar sem uma profunda amizade com Cristo. “Não descuidem do lugar secreto onde se aprende a amar de verdade”, exortou, insistindo que a oração é a fonte da entrega, do serviço e da autenticidade de toda vida consagrada.
Também incentivou os futuros professos a serem “homens de uma só peça”, vivendo com coerência aquilo que anunciam e afastando-se de qualquer forma de protagonismo pessoal. Antes de concluir o encontro, deixou-lhes um convite carregado de esperança: “Vocês não sabem o que os espera, mas sabem quem os ama”.
A jornada continuou com a celebração da Eucaristia, presidida pelo Prior Geral e concelebrada junto aos formadores, à comunidade de Franca (Brasil), aos postulantes e aos participantes do Curso. Na homilia, retomou a imagem do trigo e do joio para lembrar que Cristo chama pessoas frágeis, não perfeitas, e que a verdadeira renovação começa sempre por si mesmo.
Ao finalizar a celebração, frei Simón Puertas deu ênfase à Eucaristia como centro da vida consagrada, o lugar onde se aprende a lógica do serviço e do dom seguindo o exemplo de Cristo, “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida”. A jornada concluiu-se assim com um chamado compartilhado para construir uma Ordem mais fraterna, mais humilde e mais disponível para a missão, começando sempre pela própria conversão.



