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Outros 17 jovens se preparam durante um mês antes de sua consagração definitiva

Três deles procedem da China, onde os agostinianos recoletos têm presença ininterrupta desde 1923. Os outros catorze são sul-americanos nascidos em oito países distintos. Durante quatro semanas receberão cursos intensivos relacionados com a vida agostiniano recoleta no mosteiro de Yuso, em San Millán de la Cogolla (Espanha). É a passagem prévia à profissão solene pela qual, nos próximos meses, se consagrarão definitivamente como religiosos de pleno direito na Ordem dos Agostinianos Recoletos.

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O mosteiro de San Millán de la Cogolla, no norte da Espanha, atrai um sem-número de turistas. São peregrinos que se desviam um pouco do Caminho de Santiago, ou pessoas sensíveis aos valores culturais, apaixonados pela língua espanhola, amantes da natureza, curiosos em geral. O certo é que pelas estreitas ruas adentra o vale de San Millán uma contínua caravana de carros e ônibus. Sobretudo no verão.

E, no verão também, acode a San Millán outro tipo de visitante mais estável, que se entrecruza com os grupos de turistas e curiosos. São religiosos jovens, convocados para ali viver intensamente uma experiência de comunidade às vésperas de seu compromisso definitivo. Dezessete frades procedentes da China (3) e da região sul-americana: Brasil, México, Panamá, Honduras, Peru, Argentina, República Dominicana.

O grupo de jovens agostinianos recoletos comparte com o turista a curiosidade pela arte e o afã cultural. Mas, nas quatro semanas que permanecer em San Millán, cultivará, sobretudo, a raiz de fé que floresceu nessa maravilha que são os mosteiros de Suso e Yuso. No decorrer de um mês eles experimentarão a vida que, ao longo de séculos, levaram, em San Millán, os monges beneditinos e desde 1878 foram mantidos pelos agostinianos recoletos. Eles poderão compreender a partir de dentro o que muitas vezes ao turista se lhe escapa.

Espiritualidade e turismo

Que vão fazer ali? Basicamente, três coisas: formar-se, conviver e rezar. Receberão cursos intensivos sobre o que significa ser agostiniano recoleto e viver em comunidade. E tratarão de pôr isso em prática com irmãos de sua mesma idade, mas desconhecidos muitas vezes e afeitos a outros costumes. E, enfim, para que sua experiência presente e sua vida futura sejam um êxito que lhes proporcione a felicidade, juntos orarão ao Senhor, que é quem dá consistência ao que eles almejam.

Na enorme superfície do mosteiro emilianense, este grupo se move em espaços reservados, à margem do espaço turístico. Mas não será raro que em certas ocasiões se encontrem. O turista que topar com eles considere-se feliz: sua visita ficou completa. Terá admirado o claustro, a igreja, o museu, os hinários, possivelmente a biblioteca… terá visto finalmente a esfera do relógio. E, sobretudo, terá tido a sorte de entrever o mecanismo que move as agulhas, dispara o carrilhão e dá sentido ao tempo.

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