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Investigadores e estudiosos poderão ter acesso ao arquivo geral da Ordem

Em setembro de 2012 foi iniciada a remodelação do AGOAR (Arquivo Geral da Ordem dos Agostinianos Recoletos) cujas obras foram concluídas recentemente. Agora, com novo catálogo e modernas instalações, os pesquisadores e estudiosos terão o seu trabalho muito mais facilitado.

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Apesar da longevidade dos agostinianos recoletos, que nasceram no final do século XVI, a documentação guardada no AGOAR é fundamentalmente moderna. A antiga lhes foi arrebatada, junto com todos seus conventos, no século XIX, nas sucessivas desamortizações decretadas em diversos países a partir de 1835. Esse grande vazio foi em parte preenchido graças às fotocopias que alguns beneméritos estudiosos agostinianos recoletos fizeram de documentos encontrados em arquivos nacionais da Espanha, Colômbia, Filipinas, do México e Brasil. Esse material constitui um acervo de 256 caixas.

AGOAR está formado fundamentalmente por livros, revistas e caixas de documentos referentes à Ordem e à família agostiniano-recoleta, que estão guardados em seis grandes armários compactos (quatro deles de dupla face). Os livros são um total de 6.357 volumes, que formam uma riquíssima biblioteca de apoio para qualquer pesquisador.

O arquivo propriamente dito está composto de 871 caixas e cerca de doze mil pacotes, articulados em 20 seções. Uma delas, que abarca 33 caixas, corresponde à seção fotográfica, e nela se acumula uma boa quantidade de fotografias, diapositivos, negativos e diversos elementos produzidos com suporte digital.

O que cada uma dessas caixas encerra, o pesquisador o encontra perfeitamente pormenorizado em um banco digital de dados que, neste momento, ocupa cerca de 600 páginas impressas. O agostiniano recoleto José Javier Lizarraga que, como arquivista, participou desta remodelação, finaliza a elaboração do regulamento das visitas e consultas dos estudiosos.

As obras

Haren Os armários compactos O AGOAR está alojado na Cúria Geral, em Roma. Foram quase onze meses de trabalho, que começou em setembro de 2012 esvaziando por completo os espaços e trasladando seu conteúdo a outras dependências da casa. Dia 5 de outubro se deu início às obras de alvenaria para fortalecer as colunas e o piso que sustenta o peso do arquivo, situado justamente sobre a capela aberta ao público. Agora AGOAR consta de uma sala, um vestíbulo e um depósito. Também se instalou um sistema de ar condicionado e um desumidificador que regula o índice de umidade do ar.

Os velhos armários metálicos foram substituídos por novos armários compactos que deslizam sobre trilhos. As velhas caixas de madeira artesanalmente fabricadas pelos antigos arquivistas cederam lugar a outras mais modernas elaboradas com papelão neutro seguindo os critérios de técnicos e especialistas.

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