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As agostinianas recoletas de Madri expõem um presépio do século XVII que sai pela primeira vez da clausura

Este ano se comemora o quarto centenário (1611-2011) da fundação do Real Mosteiro da Encarnação, em Madri. Por isso e excepcionalmente, as agostinianas recoletas expõem, entre 15 de dezembro e 15 de janeiro, o presépio napolitano do mosteiro de suas irmãs de clausura da Puríssima de Salamanca. É a primeira vez que este presépio é exibido fora dos muros do convento salmantino.

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Segundo a agência de notícias Europa Press, este conjunto realizado em 1645 foi um presente feito às agostinianas recoletas pelo VI Conde de Monterrey, Manuel Zúñiga y Fonseca, embaixador em Roma e depois Vice-rei de Nápoles, cuja filha Inês era professa neste convento da Puríssima de Salamanca.

A cena representada transcorre na casa de Nazaré, na qual se vislumbra a vida cotidiana de Jesus. É possível contemplar os grupos que a compõem: Jesus, Maria e José, mais os Reis, pastores e anjos cantores. São figuras articuladas vestidas com roupas típicas originais confeccionas em cetim bordado com fios de ouro e prata.

Além disto, no Real Mosteiro da Encarnação, e também por motivo de seu quarto centenário, se pode apreciar três dos tapetes da série “Os Atos dos Apóstolos”. Desde sua fundação, os tapetes foram guardados nesta clausura com o propósito de serem utilizados em determinadas cerimônias litúrgicas do tempo pascal, tempo litúrgico em que o livro dos Atos dos Apóstolos exerce especial protagonismo. Estes tapetes foram tecidos no século XVII no ateliê de Jan Raes e Jacob Geubles II, em Bruxelas (Bélgica), segundo cartões de Rafael Sanzio. Possivelmente foram encomendados pelos arquiduques Alberto e Isabel Clara Eugenia, esta última muito amiga do convento da Encarnação. Devido à desamortização de Mendizábal (1835), as peças foram guardadas no Palácio Real de Madri e nunca voltaram ao Mosteiro.

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